sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sanasa vai revisar todos os contratos


Pente-fino foi determinado pelo novo presidente da empresa, Fernando Pupo


O presidente da Sanasa (Sociedade de Saneamento e Abastecimento de Água S.A.), Fernando Pupo, anuncia nesta sexta-feira a formação de uma comissão para analisar todos os contratos da empresa, tanto os de obras como os de prestadores de serviços.

A medida decorre das suspeitas de fraudes em licitação, denunciadas pelo MP (Ministério Público) e que levaram Campinas a uma crise político-financeiro-administrativa sem precedentes em sua história.

O prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) chegou a ter o mandato cassado em razão das irregularidades na empresa. Pupo diz que não consegue estimar o número de contratos vigentes na Sanasa hoje, mas que o pente-fino vai possibilitar esse levantamento e também quantificar o valor deles. Será estabelecida uma ordem de prioridade para a revisão, que obedecerá aos seguintes critérios: aqueles que foram investigados, os de obras acima de R$ 1 milhão e todos os de prestação de serviços.

A proposta do trabalho é analisar e, na medida do possível, repactuar os valores, segundo o presidente da Sanasa.

Fraudes
1- Em setembro de 2010, MP denuncia esquema iniciado na Sanasa;

2- Em março deste ano, MP revela funcionamento do esquema na cidade;

3- Em agosto, Justiça abre processo, inclusive  contra o atual prefeito.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Campinas: leitura de processo contra prefeito deve durar 50 horas


Vereadores deram início à sessão extraordinária para votar o impeachment do prefeito. Foto: Rose Mary de Souza/Especial para Terra
Vereadores deram início à sessão extraordinária para votar o impeachment
do prefeito
Foto: Rose Mary de Souza/Especial para Terra


    Os vereadores de Campinas (SP) vão avançar até a madrugada de sexta-feira e não vão interromper os trabalhos da leitura do relatório da Comissão Processante que pede a cassação do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). A sessão começou às 9h com apenas uma pausa para a discussão da necessidade de suprir a leitura das 600 páginas referentes às investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.
    A Comissão Processante avalia se o prefeito tem ou não responsabilidade administrativa nas irregularidades apontadas pelo Ministério Público. As investigações do órgão apontaram para supostas fraudes em licitações envolvendo a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. de Campinas (Sanasa). A CP deve arquivar ou pôr em votação a cassação do mandato do prefeito.
    O suposto esquema denunciado em 20 de maio resultou no pedido de prisão preventiva decretada pela Justiça de agentes públicos, secretários, empresários, o vice-prefeito e a primeira-dama com a Sanasa. A primeira-dama de Campinas, Rosely Nassin Jorge Santos, é citada em investigações do MP como chefe do esquema de corrupção e tráfico de influência. Ela é é acusada de facilitar acordos para empresas terceirizadas que prestam serviços para a Sanasa.
    Das 1.649 folhas do processo, os legisladores terão ainda pouco mais de mil páginas. Segundo uma estimativa do presidente da Câmara, Pedro Serafim (PDT), a sessão que vota pelo impeachment ou não do prefeito pode durar 50 horas corridas, e não mais três dias.
    O acesso das poucas pessoas que compareceram ao plenário foi controlado por senhas e um esquema especial de segurança de guardas municipais e policiais militares. Não foi autorizada a entrada com faixas, cartazes, comida ou bebida. Um telão foi colocado do lado de fora do prédio da Casa. Os vereadores se revezavam para uma leitura rápida da peça de investigação que reúne depoimentos de testemunhas e cópias de documentos. No processo, constam as falas integrais com as acusações da oposição e defesa da situação. Há ainda os depoimentos das diversas testemunhas e do prefeito, além da reunião que resultou na abertura da Comissão Processante.
    Suspensão
    No final da tarde, cerca de duas horas após ter entrado no prédio da Câmara Municipal, o advogado de defesa do prefeito, Alberto Rollo, interrompeu a leitura do relatório e solicitou a suspensão da sessão. "Eu tenho um pedido, quer que eu leia ou que eu protocole?", disse, em tom áspero ao presidente da Câmara. "Esta Casa tem um protocolo, o senhor como advogado deveria saber", afirmou Serafim.
    Segundo o advogado, o pedido da suspensão é baseado na suposta ilegalidade na sessão após a divulgação pelos meios de comunicação da gravação de uma conversa registrada pelo advogado Ricardo Marreti entre ele e o vereador Aurélio Claudio (PDT), onde se faz supor a existência de "contas de campanha" em troca de voto favorável ao prefeito.
    Depois de ver negado o seu pedido pela suspensão da sessão, Rollo disse que iria embora e abandonaria o acompanhamento do processo de julgamento do prefeito. "Os vereadores estão corrompidos pelos fatos", disse. "O advogado tem seu tempo para a defesa do prefeito e ao solicitar a suspensão da sessão, ele quer ganhar tempo e tumultuar. Essa é uma tática muito simples para evitar a votação", afirmou o vereador.

    quinta-feira, 4 de agosto de 2011

    Equipamentos de segurança obrigatórios estão em falta no comércio

    Lei entra em vigência nesta quinta-feira (4) para motociclistas profissionais



    Motociclistas profissionais devem a partir desta quinta-feira (4) utilizar uma série de equipamentos que garantem mais segurança, como antenas dianteiras, dispositivo para cargas, coletes refletivos e mata-cachorro (proteção para pernas e motor). Com a obrigatoriedade, muitos desses produtos estão em falta no mercado em Campinas.
    Pela grande procura dos mototáxistas vários itens exigidos não são possíveis de encontrar nas lojas especializadas da cidade, como é o caso dos coletes reflexivos. No entanto, quem for pego sem os acessórios, leva multa, perde pontos na carteira e pode ter a moto retida.
    A resolução do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) será fiscalizada pela Polícia Militar (PM) vai ser responsável por fiscalizar o uso destes equipamentos.
     

    terça-feira, 26 de julho de 2011

    Rapaz de 19 anos foi abordado por 2 homens e baleado na saída

    Rapaz de 19 anos foi abordado por 2 homens e baleado na saída



    A Polícia Civil começa a ouvir nesta terça-feira (26) as testemunhas da briga perto de casa de shows em Sousas, distrito de Campinas, madrugada desta segunda-feira (25), e que terminou com um jovem de 19 anos baleado.
    De acordo com o delegado do 12º Distrito Policial, Renato Lauer, responsável pelas investigações, a suspeita é que Pedro Lago Bertolini tenha sido baleado a alguns metros da saída de uma casa de shows, depois de ser abordado por dois homens armados, que haviam discutido com ela no estabelecimento. Essa briga é que teria motivado o disparo, segundo os amigos da vítima, que foram ouvidos informalmente pela polícia nesta segunda-feira (25), mas só prestam depoimento oficialmente nesta terça.
    Bertolini foi levado em estado grave para o Hospital Municipal Mário Gatti, onde aguarda por cirurgia sob efeito de sedativos. O jovem tem um ferimento no braço, que é mantido imobilizado até a operação.
    Até o fim da tarde, nenhum suspeito havia sido preso pela tentativa de homicídio.

    Emdec suspende licitações para táxis convencionais

    Com essa decisão, apenas licitação de táxis acessíveis está mantida




    A Emdec anunciou, nesta segunda-feira (25), que suspendeu o processo licitatório dos táxis convencionais (para pessoas físicas) de Campinas, depois que foram identificadas irregularidades no processo de licitação. Com isso, está mantida apenas a licitação para táxis acessíveis (para deficientes).
    A Emdec foi notificada na sexta-feira (22) da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que aceitou o pedido feito pela Defensoria Pública para suspender o processo de licitação. A alegação era de que os participantes da licitação não tiveram acesso pleno ao texto do processo. A prefeitura vai recorrer da decisão, que deve ser julgada em definitivo pelo TJ-SP em 2 meses.
    A licitação oferecia 178 novas vagas, distribuídas para táxi executivo (50 vagas), convencional (108 vagas) e acessível (20 vagas). Com essas vagas, a frota no município poderia aumentar em 23%.
    Executivo
    A licitação dos táxis executivos (para pessoas jurídicas) também está suspensa desde uma decisão do juiz da 1º Vara Pública da Fazenda, Mauro Fukumoto, do dia 20 deste mês. O juiz fez a suspensão aceitando a denúncia do Ministério Público, que apontava que uma das empresas participantes da licitação tem entre os sócios pessoas que também fazem parte de duas empresas que forneceram os laudos de capacidade técnica, exigidos para a participar da concorrência.
    Segundo o juiz, "tal situação, de fato, coloca em dúvida a efetiva capacidade técnica dessa licitante", por isso, resolveu suspender essa atual fase da licitação. Segundo a decisão a empresa PPP Transportes Ltda tem dez dias daquela data para apresentar sua defesa. A decisão é em 1ª instância e, portanto, ainda cabe recurso.
    A restrição apenas aos táxis executivos foi explicada pela Emdec na ocasião como uma decisão judicial, que "não se trata de nenhuma denúncia ou ação apurada no Ministério Público, nem de irregularidades no processo. Apenas ao fato de que a empresa classificada em segundo lugar no lote 01 da Modalidade Executiva interpôs ação judicial discutindo a capacidade técnica da empresa classificada em 1º lugar", disse a empresa em nota oficial.

    quinta-feira, 14 de julho de 2011

    CTI desenvolve software para cirurgias em órgãos lesionados

    Tecnologia permite uso de imagem de ressonância ou tomografia para reprodução tridimensional

    O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), de Campinas (SP), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), desenvolveu um software para a reprodução tridimensional de órgãos que necessitem de tratamento e de cirurgia.

    O software InVesalius permite o uso da imagem de ressonância magnética ou de tomografia computadorizada para recriar uma cópia em tamanho natural imprensa em 3D em gesso, cerâmica, plástico e metal. “Qualquer órgão é reproduzível”, explica o matemático e engenheiro mecânico Marcelo Oliveira, especialista do CTI.

    Segundo ele, com a tecnologia é possível reproduzir e ampliar células e até pequenas partículas vistas em microscópios, como a proteína de hemoglobina que está no estande do CTI na Expotec, a feira de ciência, tecnologia e inovação que pode ser visitada durante a 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece em Goiânia.

    A partir da cópia feita com o InVesalius é possível confeccionar próteses e planejar melhor os procedimentos, o que economiza 60% do tempo de cirurgia, aumenta a precisão e diminui riscos, segundo o especialista.

    Conforme Oliveira, a tecnologia tem sido especialmente utilizada em cirurgias de reconstituição craniana e facial, para a produção de próteses do osso fêmur – o que melhora a articulação da prótese com a bacia, evita novas lesões e garante mais conforto aos pacientes.

    Cerca de 130 hospitais públicos já utilizaram a tecnologia, que começou a ser desenvolvida em 2001. Mais de 300 cirurgiões brasileiros conhecem o recurso e já utilizaram em 1.980 atendimentos. Há uma rede de mais de 4.750 desenvolvedores de software de cerca de 65 países que participam dos fóruns de discussão para o desenvolvimento da tecnologia, que é considerada pela comunidade científica internacional uma das fronteiras do conhecimento para esta década.

    O CTI trabalha atualmente na adaptação do uso do InVesalius com sensores de movimento, que funcionam como mouses virtuais e captam o movimento do cirurgião no centro cirúrgico e evita, assim, o contato com computadores e eventual contaminação.
     

    segunda-feira, 4 de julho de 2011

    Termina greve de funcionários de empresa de transporte de dinheiro

    Empresa diz que não faltaram notas em caixas eletrônicos

    Os funcionários da Protege aceitaram na tarde desta segunda-feira (4) uma proposta feita pela empresa e colocaram fim à greve que teve início pela manhã. A empresa, que faz transporte de dinheiro, se comprometeu a trocar o convênio de saúde, que era uma das reivindicações da categoria. Outro ponto reivindicado pelos funcionários é uma alteração na escala de trabalho.
    Segundo a diretoria do Sindifort, sindicato que representa a categoria, os quase 400 funcionários parados voltaram ao trabalho por volta das 15h30 desta segunda-feira.
    A Protege informou por meio de nota oficial que não houve registro de falta de notas em caixas eletrônicos, apesar da paralisação por quase meio período.